ASBACE

 » Eventos Anteriores

Café com Finanças 2005

Café com Finanças 2004

VIII Fórum Jurídico de Instituições Financeiras

IV Telecom - Fórum de Telecomunicações para o Sistema Financeiro

VII Fórum Jurídico de Instituições Financeiras

IV AUDIEX - Fórum Nacional de Auditoria Interna e Externa

Fórum Nacional de Trânsito

     

Pronunciamento do Presidente do Conselho de Administração da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, no encontro Café com Finanças

23/09/2004

Este é o 1º Encontro de uma série que a BM&F realizará a cada 30 dias, em parceria com a CVM e e com a ASBACE.

É também a primeira vez que recebemos na BM&F o Sr. Presidente da Comissão de Valores Mobiliários, cuja presença muito nos honra.

O objetivo desse encontro é discutir temas de interesse do mercado.

O mercado de derivativos está crescendo no mundo todo, tanto nas bolsas quanto no balcão.

Segundo os dados da Futures Industry Association, no primeiro semestre deste ano houve um aumento de 19% no volume de contratos futuros negociados em bolsas em escala global, em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Vemos, nas estatísticas da FIA, nomes novos como a Bolsa de Soja de Dalian, na China, negociando 31 milhões de contratos no semestre passado, com um aumento de 10% sobre o primeiro semestre de 2003. Trata-se de um mercado totalmente eletrônico, mostrando a extraordinária capacidade da economia socialista chinesa para assimilar mecanismos de mercado.

Visitamos recentemente a Bolsa de Dalian e acabamos de assinar com os chineses um Memorando de Entendimentos, que pode conduzir a um contrato de soja com base no produto brasileiro.

Convidamos a bolsa de Rosário, na Argentina, para essa parceria.

O mercado de derivativos está crescendo em todas as direções, seja nos mercados financeiros, seja de índices de ações, seja nas commodities em geral, porque resolve problemas simples. Recentemente o presidente da Swaps Dealers Association, numa palestra promovida pela Febraban, comparou os swaps – uma modalidade de derivativos – a um adaptador de tomada de corrente num barbeador ou qualquer aparelho elétrico. Os adaptadores são cada vez mais usados porque permitem converter fluxos de caixa de uma moeda em outra, fluxos de juros pos em pré-fixados (ou vice-versa) etc.

Esse mercado está crescendo, também, porque a novas tecnologias permitem alcançar um número cada vez maior de pessoas, empresas de pequeno e médio portes e até mesmo as pessoas físicas através da Internet.

Por exemplo, os contratos mini de um índice de ações lançado por uma bolsa de Chicago registraram no primeiro semestre deste ano um volume de 85 milhões de contratos. Quatro anos atrás ninguém falava em contratos minis de índices de ações na Internet. Hoje esse contrato é um dos seis mais negociados do mundo.

Como eu disse recentemente em um Congresso sobre o Mercado de Capitais em Brasília, os derivativos são cada vez mais uma indústria global. Diante dessa indústria global o Brasil tem duas opções:

  • ou participa ativamente e defende seu espaço;
  • ou vai exportar o mercado de trabalho de suas corretoras e de seus operadores, vai exportar a liquidez de suas bolsas e vai exportar também a capacidade de regulação e auto-regulação para o exterior.

Estamos aqui, hoje, para discutir temas de interesse do mercado e queremos enaltecer esta parceria com a CVM e com os Bancos Estaduais. Esses encontros vão permitir que caminhemos todos na mesma direção.

Muitas das iniciativas de uma bolsa como a BM&F nascem desse tipo de iniciativa, do contato com o mercado, das sugestões que recebemos através das câmaras consultivas e do trabalho do nosso corpo técnico.

Muito também depende dos órgãos reguladores, pois o mercado de derivativos é extremamente competitivo e sensível a cunhas fiscais ou quaisquer outros fatores que influam no processo de formação de preços.

Estamos discutindo ativamente com as autoridades algumas dificuldades que tiram a competitividade do hedge das instituições não financeiras.

Entendemos a presença da CVM neste encontro com o mercado como um sinal de que todos, na iniciativa privada e no governo, estamos do mesmo lado.

Queremos manter a capacidade competitiva das nossas bolsas e corretoras e queremos – repito - que a capacidade de regulação e auto-regulação fique no Brasil.

No dia de hoje teremos uma exposição sobre novos instrumentos de financiamento para o mercado agropecuário que poderão ampliar as pontes entre o setor financeiro e o agronegócio, o setor que mais alavanca o crescimento da economia brasileira.

No próximo dia 6 de outubro estaremos reunindo também nesta sala o Grupo Temático do Ministério da Agricultura para seguro e crédito, onde esperamos sugerir importantes medidas para melhorar a armazenagem e aumentar a liquidez dos papéis com lastro em mercadorias depositadas.

Quero enaltecer uma vez mais esta parceria com a CVM e com a ASBACE, bem como a presença de todos os que vieram aqui hoje com o espírito participativo que caracteriza a BM&F e seus associados.

 

  Organização




  Patrocínio