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VIII Fórum Jurídico de Instituições Financeiras debate atuação do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional

A atuação do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, tribunal administrativo que julga em segunda instância recursos interpostos contra decisões do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), foi o tema central do VIII Fórum Jurídico de Instituições Financeiras, promovido pela FAEP, nos dias 26 e 27 de outubro, no Hotel Blue Tree Park, em Brasília/DF.

Cerca de 150 profissionais estiveram presentes ao evento, entre juristas e advogados que atuam em causas ligadas ao sistema financeiro; presidentes e diretores de bancos públicos e privados; e representantes da mídia impressa e eletrônica.

Em sua alocução na cerimônia de abertura do Fórum, o presidente da ASBACE, Tarcísio Franklim de Moura, destacou a importância do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. “Vários dos julgamentos do órgão já se colocam como paradigmas para o mercado", disse.

Como exemplos, Moura citou o julgamento de casos incluídos no chamado escândalo dos precatórios, com a definição dos elementos que configuram as atividades típicas das instituições financeiras; decisões na área de câmbio, sobre sigilo bancário e decisões tomadas nos casos de criação de condições artificiais de demanda, "inibindo clara e decisivamente a prática de ilícitos financeiros".

Súmula Vinculante
O ministro Edson Carvalho Vidigal, presidente do Superior Tribunal de Justiça, proferiu a conferência de abertura do Fórum “O Tribunal Administrativo como Órgão Colaborador de Judiciário”. Vidigal defendeu a adoção da súmula vinculante também no STJ, mecanismo pelo qual os juízes são obrigados a seguir o entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou pelos tribunais superiores sobre temas que já tenham jurisprudência consolidada.

O ministro lembrou que existe no Brasil "uma cultura do recurso" e que a instituição da súmula vinculante agilizaria a Justiça e resolveria em grande parte a lentidão das ações. Ressaltou, ainda, que o excesso de leis causa amarras ao setor privado nacional. Vidigal defendeu a liberdade para o mercado, e afirmou que o Estado quase nunca é bom gerente quando se envolve com questões financeiras. "As respostas do Estado são quase sempre imprecisas e improvisadas", disse.

Palestrantes e Temas
O evento contou com a presença de 34 palestrantes entre dirigentes, executivos e técnicos de instituições como: Banco Central; CVM; Febraban; Associação de Comércio Exterior do Brasil; Ministério do Desenvolvimento; ANBID; Conselho de Recursos e CADE, além de juristas e advogados que militam em causas ligadas ao sistema financeiro.

Participaram do evento o presidente da CNF, Gabriel Jorge Ferreira; o Conselheiro-Presidente do CRSFN, Bolivar Tarragó Moura Neto; o presidente em exercício da CVM, Wladimir Castelo Branco Castro; Carlos Eduardo da Silva Monteiro, presidente do Banco Nossa Caixa; Gustavo Loyola, diretor da Tendências Consultorias Integradas; Johan Albino Ribeiro, Assessor-Jurídico da Febraban, além de renomados advogados como Ary Oswaldo Mattos Filho, Luiz Leonardo Cantidiano, Marta Mitico Valente e Paulo Cesar Aragão, entre outros.

Os cinco painéis do Fórum promoveram debates sobre a visão, reflexões e posicionamentos dos diversos agentes do mercado, com ênfase no Conselho de Recursos, sobre temas como: a responsabilidade dos administradores, os precatórios judiciais, a política cambial, o sigilo bancário e os elementos para julgamento no processo sancionador.

O presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Raymundo Magliano Filho, participou como expositor do painel de encerramento “A punição como inibidora da prática de ilícitos no sistema financeiro” e defendeu uma “fiscalização qualitativa” do sistema financeiro.

Magliano falou sobre novas medidas adotadas pela Bovespa, que têm obtido bons resultados. Citou a criação do cargo do ombudsman, que resolve problemas “que poderiam ser levados ao Judiciário e à imprensa”, evitando, dessa maneira, danos para a credibilidade da entidade. Magliano, que já foi integrante do Conselho de Recursos, lembrou que “qualquer julgamento é função de enorme responsabilidade”, e o exercício desse poder pode levar a graves conseqüências, tanto políticas quanto pessoais.

Ao final do evento, todos os participantes receberam um CD-ROM com as palestras, fotos e o áudio do VIII Fórum Jurídico

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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